Wednesday, December 31, 2008

Dia 111 - Ano Novo

Feliz Ano Novo.

Familia, amigos, boa comida e fogos. Mas pelo menos e na praia! :)

Tuesday, December 30, 2008

Dia 110 - Puducherry

Como vem se tornando uma constante na India, o meu deslocamento de Trichy para Puducherry envolveu diversos meios de transporte, onibus local, muito desconforto e um pouco de aventura dada as condicoes da estrada e o arrojo dos motoristas.
Puducherry e uma cidade que foge um pouco (veja bem, eu disse UM POUCO) dos padroes das cidades indianas que eu vi ate entao. A cidade e relativamente limpa, os edificios (em estilo frances) bem conservados e a poluicao sonora... bem, isso deve ser padrao em toda India! O Que torna a cidade ainda mais agradavel e o fato de que ela se localiza no litoral. Muito embora a praia (no melhor sentido da palavra) mais perto fique a 8km, ver um fio de areia, muitas pedras e o mar tentando avancar ja e o suficiente para mim. Uma vez que transporte esta sendo um problema, e bem provavel que eu fique uns bons dias por aqui.

Dia 109 - Transporte

Em uma semana de India ainda nao tive o privilegio de andar na segunda maior malha ferroviaria do mundo. Primeiro porque eu ainda nao fiz deslocamentos muito grandes e segundo, e mais importante, e que todos os trens para todos os lugares que eu pesquisei estao totalmente cheios ate o meio da semana que vem. Para piorar (agora a culpa e minha), tenho poucas informacoes sobre os meios de reserva e sobre a cota para turistas estrangeiros (ela existe).
Isso pode fazer com que: i) o meu roteiro seja dramaticamente alterado; ii) eu tenha que recorrer ao transporte aereo.
Qualquer que seja a decisao, ele tem de ser tomada logo afinal, tempo e o que eu menos tenho agora, ja que em menos de dois meses eu estou de volta.

Saturday, December 27, 2008

Dia 108 - Assuntos diversos e aleatorios

i) eu gostaria muito de saber qual a repercussao (se e que ha alguma) da situacao entre a India e o Paquistao. Todos os telejornais e midia impressa passam o dia falando do clima de tensao e iminente guerra entre os paises. Dia desses o Paquistao fez uma demosntracao aerea e moveu 20.000 homens da fronteira com o Afeganistao para a fronteira com a India. Todos sabemos que o clima nunca foi la muito amistoso desde a independencia e que hora ou outra um conflito eclode e que provavelmente isso e so um jogo de cena dos dois paises. Afinal, ninguem vai entrar em guerra no Ano Novo (como se tivesse data certa para isso), muito menos no periodo no qual EU estou na India. Lembrem-se: nunca acontece com a gente!
ii) estou hospedado em frente a estacao de onibus e muito perto da estacao de trem. Tenho a vantagem de nao precisar de conducao para me deslocar para outra cidade e a ENORME desvantagem de ter que aguentar 24hs de buzinas. O terminal de onibus e muito movimentado, com dezenas de onibus saindo a cada minuto, o que surpreende quando consideramos uma cidade de menos de um milhao de habitantes. Como ja falei anteriormente, os indianos gostam de buzinar mais do que ninguem e nao importa a hora/lugar/motivo; o importante e buzinar o maior numero de vezes e o mais alto possivel. Tres da manha voce ouve a bela sinfonia que vem do terminal de das ruas adjacentes.
iii) ironicamente (pelo menos ate agora) a India tem me decepcionado muito no quesito "computadores". A conexao e bem rapida, mas as ferramentas... . Ja tentei pelo menos uns cinco lugares diferentes e todos tem computadores com pelo menos dez anos de vida. E ate ontem, nenhum dos que eu tinha tentado tinha USB, ou seja, nao poderia transferir as fotos da maquina para o pen drive. Quando eu consigo um lugar que me permita fazer isso, eu ganho virus de presente. As fotos estao em perigo novamente.

Dia 107 - Bate e volta

Aqui na India eu resolvi colocar em pratica uma tatica que ira facilitar a minha vida, muito embora a primeira vista o objetivo dela pareca exatamente o contrario. Em muitos casos, as cidades de interesse sao muito proximas entre si (100 km de distancia) e, apesar de interessantes, nao tem apelo suficiente para que eu fique mais do que um dia nelas. Pensando nisso e para o bem da viagem, tentarei sempre ficar em uma cidade "central" e fazer viagens de um dia para outras cidades a partir dela ao inves de ficar pingando todo dia em uma cidade diferente.

Com isso eu nao so economizo tempo (eu sei que parece o contrario) ja que nao tenhoque fazer as malas/ir prarodoviaria/pegar onibus/procurar lugar pra ficar/desfazer as malas/procurar lugar pra comer/etc, como tambem me canso muito menos, mesmo nao parecendo.

Hoje eu pus em pratica essa tatica: acordei cedo fui para a rodoviaria (que merece um texto a parte, por sinal) e peguei um onibus local rumo a Thanjavur, distante uns 80km de Trichy para ver um templo dos mais famosos do sul da India. O onibus intermunicipal nada mais e do que um onibus comum (uma fileira de dois bancos e uma de tres) com musica (sempre presente). O onibus faz paradas estrategicas, na ha reservas e voce paga dentro do onibus para um cobrador que anda pra um lado e para o outro o tempo todo. A viagem, como voces poderia imaginar, e bem interessante, seja pela quantidade de pessoas dentro do coletivo, a musica ambiente,o constante apertar de buzina ou as manobras super arrojadas do condutor. Fui, vi o que tinha que ver e voltei.

Apesar de estarmos na alta temporada, nao tenho visto tantos turistas. Talvez eles estejam concentrados em algum lugar mais turistico para o Ano Novo ou estejam com medo de vir pra ca, seja pelos atentados em Mumbai, seja pelo clima de guerra entre India e Paquistao (assunto que tambem merece um texto a parte).

Friday, December 26, 2008

Dia 106 - Comida

Um dos grandes atrativos da Índia é, obviamente, a sua rica culinária. O sétimo maior país do mundo proporciona a quem o visita uma infinidade de possibilidades, cheiros e gostos e imagino que esse será um assunto decorrente daqui pra frente por aqui.

O primeiro conselho que qualquer um recebe antes de ir pra Índia é pra pegar leve no começo e não comer carne. Claro que isso não se aplica totalmente a mim, uma vez que já estou um bom tempo na estrada e já provei de tudo, inclusive comida indiana. Entretanto, mesmo que eu quisesse comer carne, isso parece algo quase impossível de acontecer aqui em Trichy visto que TODOS os restaurantes que eu vi até agora servem apenas comida vegetariana. Não que isso seja ruim, longe disso, mas eu preciso de alguma carne pra ter uma dieta rica e balanceada, como diria qualquer comercial de iogurte.

Outra preocupação é com a qualidade da comida que é oferecida. Isso eu tembém acho um grande exagero já que você pode passar mal se comer em algum gueto do centro de SP. Mesmo assim, precauções são sempre bem-vindas e, portanto, eu sempre como em lugares BEM movimentados e com mães e crianças no meio afinal, mãe que é mãe não leva os filhos pra comer em qualquer espelunca! Além da higiene do local, você deve se preocupar com a sua própria higiene, pois vem de suas mãos a maior quantidade de germes e bactérias que podem lhe fazer mal. Novamente, nada que uma àgua com sabão não resolva.

E a comida aqui é barata, MAMUITO barata mesmo! Com dois dólares você come como um rei. Quer dizer, você come com as mãos, como um plebeu, mas o que importa é a quantidade. Toda vez que eu vou comer, peço para o garçon me indicar algum prato assim eu vario um pouco o que eu como. E hoje, graças a uma dessas indicações, eu comi com as mãs pela primeira vez. Está aí uma coisa que eu tentarei evitar ao máximo, não muito por questões de higiene, mas mais pela comodidade de comer com colher/garfo e não se lambuzar todo. Mas como isso está arraigado na cultura indiana e "quem sou eu pra dizer o contrário?", adaptar é preciso!

O almoço de hoje foi servido em uma fola de bananeira. Nela, foram colocadas algumas misturas tais quais: pepino com leite de coco (médio), vegetais verdes diversos (bom), cenoura com mais alguma coisa que eu não consegui identificar (bom). Além das misturas, o TRADICIONAL arroz (não aguento mais arroz!) e alguns molhos, doces e apimentados. Como o restaurante estava cheio, acabei me sentando em uma mesa já ocupada por duas pessoas, o que foi de boa valia, já que eu prestava atenção na maneira como as elas comiam e copiava. Monkey see, monkey do!
O mais interessante é que arroz e misturas são repostos pelo tanto de vezes que você quiser e que tudo isso custa menos do que um dólar. Menos de um dólar pra comer como um rei/plebeu!

Thursday, December 25, 2008

Dia 105 - Templos e coisa e tal

Hoje é o meu primeiro dia "oficial" na Índia e para não deixar o costme de lado, sai andando a esmo a procura das atrações da cidade. Como aqui é muito quente e os templos são um pouco distantes do centro, resolvi fazer parte do percurso de ônibus, aproveitando o fato de que o terminal fica (literalmente) na frente de onde estou hospedado. Antes de pegar o ônibs, entretanto, fiquei uns bons minutos observando o movimento do local. Observando as pessoas passando e ouvindo a incessante sinfonia dos ônibus que por alí passavam. Aqui, o que importa é buzinar o mais alto possível e o maior número de vezes. Isso se torna extremamente irritante na medida em que isso ocorre em qualquer situação e em qualquer parte da cidade.

Ônibus por aqui é extremamente barato. Pela viagem de pouco mais de três quilômetros eu paguei o equivalente a 25 centavos de Real. A primeira parada foi no que talvez seja o marco da cidade, um templo no topo de uma montanha. Aí foi o de sempre: tira o tênis, paga pra usar a câmera, tira foto com locais, quase é enganado por um deles e tira fotos panorâmicas da cidade. Dalí, andei uns bons cinco quilômetros até chegar em m colosso de 73m de altura. Andei, tirei ma meia dúzia de fotos e voltei, pois não quero me enjoar tão rápido de ver templos.

Não irei me enjoar da cidade, muito embora ela esteja em um patamar entre o que ví em Myanmar e o que ví na Indonésia. Por enquanto, tudo é novidade e a curiosidade ainda está bastante aguçada. Pelo menos nessa parte da Índia, tal qual em Myanmar, os homens também usam a saia a qal me referí anteriormente e até o jeito de falar é meio parecido. A princípio, os indianos não parecem muito amigáveis e eles geralmente só sorriem pra você qando você toma a iniciativa.

Ah, Feliz Natal, muito embora e esteja totalmente alheio à ele nesse ano.